Quarentena das Bruxas

Quantas vezes você aprendeu muito mais sobre os mistérios da vida ,vivendo, ao invés de encontrar a resposta nos livros. Quantas vezes numa conversa de bar, algumas fichas cósmicas caíram na sua cabeça, muito mais que encontros com gurus. Quantas vezes as conversas entre amigas fizeram você mergulhar em sabedorias universais mais do que qualquer faculdade ou titulação lhes trariam.

Eu e Dora nos conhecemos em março de 2020,num curso que dei em SP. Já era sua fã, desde a adolescência, da cantora e apresentadora dos programas de viagens e esportes radicais. Ela era simples, debochada, autêntica.

Mal sabia eu que essa admiração era só o reconhecimento de uma bruxa com a qual já tinha feito muita magia em outras épocas.
Mil projetos surgiram desse reencontro nessa vida, mas aí, o mundo parou.

No meio da maior pandemia da história, e de todas as incertezas desse momento, nossa amizade a distância (ela no Rio eu em Curitiba),se tornou um presente.

Nossas conversas sobre os astros, as eras, o cosmos, as luas, plantas, cristais, florais, escrituras sagradas, tarot, iniciações, filosofias, foram dando uma nova dimensão a tudo que estamos vivendo.

Aprendi com Dora sobre vários assuntos que já sabia um pouco, mas com tanta profundidade, clareza e simplicidade (e vice versa),que percebemos que não poderíamos guardar essas conversas, só entre nós.
Veio claro como cristal, fluido como água, forte como o fogo, que mais bruxas precisavam entrar nessa roda.

Mulheres contemporâneas, que também têm muita sabedoria dentro de si, e memórias ancestrais a serem despertadas.

E sem firula, complicação ou enrolação, relembrar sobre esses caminhos de sabedoria que não estão no passado. Fazem parte de viver nesse planeta-mãe com o qual somos uno. E lembrar com simplicidade, que essa sabedoria está disponível pra qualquer uma de nós, onde quer que estejamos. Conversas em volta de um caldeirão, de uma fogueira, numa mesa de bar, numa clareira na floresta, numa roda de samba, num chá das bruxas. Com aconchego, alegria e amor te chamamos pra entrar nessa roda! Prepara um chazinho e se junta com a gente nesse papo bom!

Texto: Anna Sazanoff

QUERO PARTICIPAR!

C0NTEÚD0

  • 1-Astrologia de Botequim – com Dora Vergueiro

  • 2-Autoconhecimento com a mandala lunar-Natureza Cíclica – com Anna Sazanoff

  • 3- Lilith: O exílio , a rebeldia e o caminho selvagem– com Dora Vergueiro

  • 4-Ayurveda para o dia a dia – com Anna Sazanoff

  • 5-Baralho cigano– com Dora Vergueiro

  • 6-Florais da Lua – com Anna Sazanoff

  • 7-Amuletos de poder, cristais, chakras e frequências– com Dora Vergueiro

  • 8-Cinturão Lunar – com Anna Sazanoff

  • 9-Meditação com cristais– com Dora Vergueiro

  • 10-Segredo das plantas – com Anna Sazanoff

  • 11-Limpeza energética e mandingas de proteção– com Dora Vergueiro

  • 12-Defumaçao e feitio do bastão de ervas – com Anna Sazanoff

  • 13-Renascimento de bolso– com Dora Vergueiro

  • 14-Busca de Visão e Dança do Sol – com Anna Sazanoff

  • 15-Trilha Sonora do Feminino Ferido– com Dora Vergueiro

BÔNUS:

  • Aula de magia e poções

  • Aula Tenda na Lua na Prática

  • 5 e-books de material complementar
  • Suporte por e-mail

  • Canções com Dora Vergueiro

VALOR PROMOCIONAL COM DESCONTO ESPECIAL EM OUTUBRO:

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POR APENAS R$ 520,00
QUERO ME INSCREVER

“O dia que a terra parou, saiu do refrão do Raul Seixas, e veio ressoar no toque de recolher que surpreendeu a humanidade em março de 2020.

E desde que o mundo é mundo, existe a quarentena. Depois dos partos, dentro dos jejuns, nas buscas espirituais…

E a nossa é ATEMPORAL.

Nadar contra a corrente, não é natural e nem caminho que nos faz fluir.

A natureza clamando, a era de aquário chegando, e o céu ilustrado pela conjunção histórica e potente de Saturno, Plutão e Júpiter. A conta batendo na porta, nos exigindo desconstrução. O antigo sistema caindo, e a lente de aumento escancarando nos mínimos detalhes a mudança chegando em forma de avalanche.

Dora e Anna… 854 km distantes… E completamente conectadas e de mãos dadas nesse momento ímpar.

Dentro de casa, dentro de nós, madrugada à dentro imersas nos sonhos agitados que nos sobressaltavam… Dentro de uma sintonia, dentro de mil sentimentos comuns.

Vivemos a quarentena das bruxas, rindo, chorando, trocando receitas, segredos e segurando as ondas de calor e frio, de coragem e medo, de amor e ódio.

Tem que ter peito pra olhar de frente pra sombras e verdades. E a verdade universal, despertou verdades particulares. Tão plurais quando elas se repetiam nas coincidências que nos faziam pensar no sobrenatural… E tão singulares ao mesmo tempo.

São tão simples os motivos pra sonhar, pra mergulhar, pra reforçar nosso amor por nós mesmas.

É tão lindo celebrar e exaltar o poder feminino, a intuição feminina, os múltiplos instrumentos que temos pra despertar beleza, cura, luz, poder… Aceitar e honrar o ventre templo que temos, admirar outras Deusas, e nos reconhecermos como Deusas.

Sem gênero, sem amarras.

Perder o medo da nossa Bruxa, fazer as pazes com ela, e sentar no chão deixando o improviso cair do céu. Pode ser chuva fina, pode ser tempestade.

Pode ser lua, cristal, mato, flor, música, raiz… Pode ter a luz do Sol, a névoa da fumaça, e a cura misteriosa que está na presença e nos intentos de fé.

O macro no micro. Todas em uma, todos em um.

Tá tudo aí, nessa troca sem hora pra chegar e sem hora pra partir. Sem rótulo , sem linha do tempo, sem regra, sem pretensão.

Só um convite pra quem quiser entrar.

Portas, janelas, braços e pernas abertas.

E que possa vir à tona o que tiver que ser evolução .

Pregando o prazer de ser livre como mulher , como ser, como alma que desbrava essa terra generosa que chamamos de Mãe.

Venham alquimizar, fazer arte, remexer o fundo do tacho, balançar os quadris, soltar a voz, os cabelos, lançar as flechas e nos dar a honra de movimentar a energia que nos une num só corpo.”

Texto: Dora Vergueiro

S0BRE AS AUT0RAS

Dora Vergueiro é uma paulista de nascimento que encontrou no calor do Rio de Janeiro a cumplicidade perfeita para o jeito inquieto, a vontade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo agora. Cresceu na barra do samba do pai, o compositor Carlinhos Vergueiro, com quem aprendeu muito cedo que a música se faz e acontece nas ruas das cidades, no entra e sai das casas dos amigos durante a madrugada.

Suas primeiras grandes influências vieram do samba, principalmente da convivência com verdadeiros personagens da música brasileira que achavam graça naquela menina curiosa e tímida, fascinada pelo som e muito afinada. Nelson Cavaquinho, João Nogueira, Adorinan Barbosa, Toquinho, os companheiros do pai foram batizando a menina aos poucos. Por João ela foi levada pela mão para descobrir o carnaval do Rio, o Clube do Samba, a Tradição.

Aos 15 anos subiu no palco com um time de responsa, que definiu de vez os caminhos da cantora: Robertinho Silva, Raul de Souza, Ron Carter e o pianista e tio Guilherme Vergueiro embalaram a projeção dela na mídia paulistana. Dali para o primeiro disco não demorou muito e em 1996 Dora gravava Leve, título da parceria dos amigos de pelada Carlinhos Vergueiro e Chico Buarque.

Da experiência como apresentadora do canal Sportv veio o segundo disco, Pé na Estrada, com um repertório mais voltado para o público do programa Zona de Impacto, que queria ouvir as músicas que Dora cantava nos luaus improvisados pelo Brasil. Ali ela experimentou o reggae, a surfe music, o forró e as composições próprias. Agora ela volta às raízes fazendo samba, às vezes misturados às batidas de Marcelinho da Lua, como na faixa Daquele Jeito, às vezes pura e simplesmente tocados em casa, com o pai ou com o bandolinista Afonso Machado.

A mais recente gravação, no entanto, reúne muito de tudo o que ela provou na música: o single Belly Full relembra o sucesso de Bob Marley, substituindo as I Trees pelas pastoras da Portela Áurea e Tia Surica, e incrementando o som com o rap do Tubarão, da banda Conexão Baixada. Adrenalina Pura Vivendo essa busca eterna contida em quase todo ser humano à procura de grandes emoções, descobri na adrenalina a melhor de todas as drogas. Ela vem de um jeito diferente para cada um. Alguns encontram no mar, outros na terra, e outros ainda no ar.

Seja do alto de um drope, despencando em queda livre, ou pisando fundo em um acelerador, os amantes dessa misteriosa sensação sabem o que querem, vivem em alto risco e alta velocidade. Chegam junto, podem voar, andar sobre as águas, saltar de pontes, escalar montanhas inacessíveis, correr as distâncias tornando invisíveis todos os obstáculos, cruzar os rios, os mares e as cachoeiras quase como num passe de mágica.

Depois da luta da geração dos anos 70, que veio de sola resgatar uma liberdade de expressão amarrada sem pena pelos ditadores que comandaram o circo durante anos no Brasil, os anos 80 pairaram no ar meio sem grande significado. A geração coca-cola como cantou Renato Russo (que descrevia como ninguém os adolescentes problemáticos, filhos de pais separados) me soou perdida entre as grades dos condomínios e a trilha sonora dos video-games.

Escancarando todos os portões, grades ou janelas pela frente, os jovens radicais dos anos 90 vieram com mais sede e fome de vida, perseguindo de uma forma lúcida e saudável o corpo e a mente, abertos e espertos para mergulhar de cabeça! Vieram de olhos atentos para todas as cores, atrás do sabor natural das frutas e cultuando o corpo com dedicação. A coca-cola foi substituída pelo açaí, e em vez de permanecerem hipnotizados pela TV, voltaram para as ruas curtindo uma infância mais livre e solta, quebrando os limites e atravessando as fronteiras.

Andar de bicicleta, de skate, descer uma onda de pé, deitado ou de joelhos, passou a ser muito mais do que era antes. Eles mostraram que podem ser verdadeiros artistas sobre uma, duas ou quatro rodas, sobre pernas, braços, cabeça e coração! Desenvolveram novos esportes, inovaram as manobras antigas e criaram outras, surpreendendo na ousadia e na criatividade. Abriram espaço para um mercado novo e extenso, e venderam ação, coragem e saúde em vez de overdose de tecnologia, sanduíches industrializados e químicos demais, ou tóxicos que desaceleram o ritmo, atrasam o relógio da vida e destroem os sonhos mais bonitos.

Nada iludidos e em plena forma, eles respiram adrenalina pura e são energizados, eletrizados e vitaminados! Essa galera kamicase por um motivo nobre, viciada em endorfina e pronta para voar cada vez mais alto, mostra a cara e marca presença no ano 2000, praticando esportes mais radicais do que nunca, e contando suas aventuras.

Anna Sazanoff é terapeuta e trabalha com Ginecologia Natural e Florais da Lua. Buscadora, encantada pela sabedoria ancestral das medicinas dos povos tradicionais, como raizeiras, parteiras, benzedeiras e Índias. Bisneta de benzedeira e neta de raizeira, estudou as plantas sob a ótica da ciência na faculdade de biologia, das propriedades medicinais na faculdade de naturoterapia e do Ayurveda, mas com os povos originários aprendeu o lado espiritual das plantas.

Compartilha por todo o Brasil esses saberes que não se encontram nem em livros nem em cursos acadêmicos. Fala sobre as plantas, os ciclos da Lua e sua influência nos ciclos femininos, as origens emocionais das desarmonias nos úteros, ovários e ciclos femininos.

Canalizou o sistema Florais da Lua, que trabalha as causas emocionais que se manifestam como desarmonias na saúde feminina. E também é idealizadora do Movimento Plante sua Lua, que levava vivências Brasil afora, lembrando as mulheres o poder de nosso sangue menstrual e da importância de devolvê-lo pra terra.

Idealizadora do Festival Sul Americano dos Sagrados Saberes Femininos-Medicinas da Mãe Terra, evento que reúne abuelas, mulheres medicina e indígenas de toda a América Latina para compartilharem esses saberes. Acredita que só o amor cura, e através do amor manifestado como planta, garrafada, argila, pomada natural, floral, tintura, defumação, cantos, abraços, lágrimas, sorrisos, sororidade, tem visto muitas curas maravilhosas e profundas acontecendo por aí…

 

– Temazcaleira com bençãos para temazcal e temazcal da Lua (para mulheres), membro do Conselho de Busca de Visão e Dança do Sol pelo Fogo Sagrado de Itzachtalan, dançante do Sol e buscadora de visão pelo FSI. Carregadora da chanupa (pipa sagrada) da Lua e das relações com bençãos pelo FSI.

– Palestrante do I Congresso Online da Saúde da Mulher/SUFENI (2016)

– Palestrante do Festival de Xamanismo para Mulheres (SP)

– Palestrante do Warmi Tinkuy (Encontro dos Saberes Andinos), no Vale Sagrado do Peru.

– Palestrante do Festival Tierra de Lunas, Barcelona.

— Professora do corpo docente do curso de extensão dos Saberes Femininos Aplicados

— Professora do curso de Pós Graduação de Ginecologia Natural (Recife)